Texto para o site
Sou
Vinícius Pereira Gomes, formado em Licenciatura em Ciências Biológicas pela
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e aluno do Mestrado Profissional
em Ensino de Ciências na Universidade do Grande Rio (UNIGRANRIO).
Este
site foi construído como produto da pesquisa de mestrado e se dedica aos
professores da educação básica com intuito de compartilhar experiências em
práticas pedagógicas em busca da interdisciplinaridade.
Aqui o
professor poderá usufruir de aulas elaboradas colaborativamente por professores
de diferentes disciplinas na busca pela interdisciplinaridade pedagógica, assim
como artigos publicados durante a pesquisa, dicas para os que quiserem iniciar
práticas interdisciplinares no ambiente escolar e ainda um local para troca de
experiências nos projetos visando à interdisciplinaridade.
A ciência foi dividida em nichos específicos na tentativa de
se fazer estudos mais profundos a respeito de conteúdos mais restritos. Ocorre,
entretanto, que a especialização pode
ocasionar uma fragmentação do conhecimento, o que gera uma angústia e uma
incompreensão da totalidade dos fenômenos (FERREIRA, 2011). Em outras palavras,
o conhecimento fragmentado em diversas especializações, cada vez mais fechadas
em si, dificultam o entedimento do todo. Morin (2001, p. 42) argumenta que:
Assim, a economia, por exemplo, que é a ciência
social mais matematicamente avançada, é também a ciência social e humanamente
mais atrasada, já que se abstraiu das condições sociais, históricas, políticas,
psicológicas, ecológicas inseparáveis das atividades econômicas. É por isso,
que seus peritos são cada vez mais incapazes de interpretar as causas e as
consequencias das perturbações monetárias e das bolsas, de prever e predizer o
curso econômico, mesmo em curto prazo. Por conseguinte, o erro econômico
torna-se a consequencia primeira da ciência econômica.
A
interdisciplinaridade surge nesse contexto como alternativa à fragmentação do
conhecimento. É importante que se compreenda que esta divisão da
ciência em áreas específicas não é algo improdutivo, ou desnecessário. “Não
podemos recusar, nem menosprezar, nem esquecer que foi este procedimento
analítico da ciência moderna que deu origem a todos conhecimentos e a todo o
bem-estar que lhe devemos” (POMBO, 2005, p.6). O que deve ficar claro é que a
complexidade para ser trabalhada em sua totalidade necessitam de uma união dos
conhecimentos advindos das diferentes áreas do saber. É aí que se consolida a
proposta da interdisciplinaridade, onde o que se prega é uma cooperação entre
as disciplinas e não a extinção destas.
Segundo
Morin (2010, p. 113), “o grande problema, pois, é encontrar a difícil via de
interarticulação entre as ciência, que têm, cada uma delas, não apenas sua
linguagem própria, mas também conceitos
fundamentais que não podem ser transferidos de uma linguagem à outra”.
REFERÊNCIAS
MORIN,E.
A cabeça bem-feita. Rio de Janeiro:
Bertrand Brasil, 2010.
MORIN, E. Os sete Saberes Necessários à Educação do
Futuro. 3. ed. São Paulo:
Cortez; Brasília, DF: UNESCO, 2001.
POMBO,
O. Interdisciplinaridade e integração de saberes. Liinc em revista. v.1, n.1, p. 3-15.
Hoje, mas do que nunca, é preciso ter uma abordagem cada vez mais interdisciplinar para lecionar. Sou professor de História e Geografia, e a fragmentação nessas duas disciplinas é marcante. E isso é perceptível no aluno, que muitas vezes não compreende o assunto justamente pela fragmentação. Não há como falar de Espaço (Geografia) e Tempo (História) separados. Não há como falar de uma data sem falar de um espaço e vice versa! Um exemplo disso é o estudo do Socialismo: qual a diferença de falar desse assunto em História e Geografia? Por que não estudá-lo conjuntamente? Na academia, tanto em História e Geografia, estudamos uma matéria chamada Geohistória, onde estuda as duas cadeiras juntas. Nessa matéria não há a fragmentação como há nas escolas.A interdisciplinaridade é o caminho para um entendimento de mundo mais completo. É preciso que nós, docentes, abordemos essa vertente, até mesmo para cativar mais os alunos. Obrigado pelo espaço, esperarei pelas novas publicações. Abraços a todos os companheiros de sala e alunos.
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