quarta-feira, 26 de março de 2014

apresentação

Texto para o site
                Sou Vinícius Pereira Gomes, formado em Licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e aluno do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências na Universidade do Grande Rio (UNIGRANRIO). 
                Este site foi construído como produto da pesquisa de mestrado e se dedica aos professores da educação básica com intuito de compartilhar experiências em práticas pedagógicas em busca da interdisciplinaridade.
                Aqui o professor poderá usufruir de aulas elaboradas colaborativamente por professores de diferentes disciplinas na busca pela interdisciplinaridade pedagógica, assim como artigos publicados durante a pesquisa, dicas para os que quiserem iniciar práticas interdisciplinares no ambiente escolar e ainda um local para troca de experiências nos projetos visando à interdisciplinaridade.  
   A ciência foi dividida em nichos específicos na tentativa de se fazer estudos mais profundos a respeito de conteúdos mais restritos. Ocorre, entretanto, que a  especialização pode ocasionar uma fragmentação do conhecimento, o que gera uma angústia e uma incompreensão da totalidade dos fenômenos (FERREIRA, 2011). Em outras palavras, o conhecimento fragmentado em diversas especializações, cada vez mais fechadas em si, dificultam o entedimento do todo. Morin (2001, p. 42) argumenta que:
Assim, a economia, por exemplo, que é a ciência social mais matematicamente avançada, é também a ciência social e humanamente mais atrasada, já que se abstraiu das condições sociais, históricas, políticas, psicológicas, ecológicas inseparáveis das atividades econômicas. É por isso, que seus peritos são cada vez mais incapazes de interpretar as causas e as consequencias das perturbações monetárias e das bolsas, de prever e predizer o curso econômico, mesmo em curto prazo. Por conseguinte, o erro econômico torna-se a consequencia primeira da ciência econômica.
            A interdisciplinaridade surge nesse contexto como alternativa à fragmentação do conhecimento. É importante que se compreenda que esta divisão da ciência em áreas específicas não é algo improdutivo, ou desnecessário. “Não podemos recusar, nem menosprezar, nem esquecer que foi este procedimento analítico da ciência moderna que deu origem a todos conhecimentos e a todo o bem-estar que lhe devemos” (POMBO, 2005, p.6). O que deve ficar claro é que a complexidade para ser trabalhada em sua totalidade necessitam de uma união dos conhecimentos advindos das diferentes áreas do saber. É aí que se consolida a proposta da interdisciplinaridade, onde o que se prega é uma cooperação entre as disciplinas e não a extinção destas.
Segundo Morin (2010, p. 113), “o grande problema, pois, é encontrar a difícil via de interarticulação entre as ciência, que têm, cada uma delas, não apenas sua linguagem própria,  mas também conceitos fundamentais que não podem ser transferidos de uma linguagem à outra”.

REFERÊNCIAS
 MORIN,E. A cabeça bem-feita. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2010.
MORIN, E.  Os sete Saberes Necessários à Educação do Futuro. 3. ed. São Paulo: Cortez; Brasília, DF: UNESCO, 2001.
POMBO, O. Interdisciplinaridade e integração de saberes. Liinc em revista. v.1, n.1, p. 3-15.


Um comentário:

  1. Hoje, mas do que nunca, é preciso ter uma abordagem cada vez mais interdisciplinar para lecionar. Sou professor de História e Geografia, e a fragmentação nessas duas disciplinas é marcante. E isso é perceptível no aluno, que muitas vezes não compreende o assunto justamente pela fragmentação. Não há como falar de Espaço (Geografia) e Tempo (História) separados. Não há como falar de uma data sem falar de um espaço e vice versa! Um exemplo disso é o estudo do Socialismo: qual a diferença de falar desse assunto em História e Geografia? Por que não estudá-lo conjuntamente? Na academia, tanto em História e Geografia, estudamos uma matéria chamada Geohistória, onde estuda as duas cadeiras juntas. Nessa matéria não há a fragmentação como há nas escolas.A interdisciplinaridade é o caminho para um entendimento de mundo mais completo. É preciso que nós, docentes, abordemos essa vertente, até mesmo para cativar mais os alunos. Obrigado pelo espaço, esperarei pelas novas publicações. Abraços a todos os companheiros de sala e alunos.

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